Saúde Bucal

Projeto de Saúde Bucal

saudebucalProjeto de Saúde Bucal Este projeto teve início em novembro de 2011 tendo como objetivo a melhoria nos índices indicativos de saúde bucal, paralelo a uma cultura de hábitos saudáveis nessa área. Ouve-se com freqüência “que a saúde começa pela boca”. Desta forma o projeto quer possibilitar bocas saudáveis para crianças e adolescentes de zero a quinze anos de idade, com foco na prevenção e proteção a saúde, utilizando-se de ações educativas, distribuição de kits (escova, creme dental e fio dental), aplicação de flúor, profilaxias, tratamentos de restauração e exodontia quando necessário. Além disso, dentes bonitos melhoram a auto-estima e promovem novas oportunidades. Com visitas regulares para acompanhar as comunidades, pretende-se estabelecer uma cultura de valorização da higiene e cuidado com os dentes.

Este projeto é coordenado pela docente do Centro Universitário de Anápolis e enfermeira Glaucy Lopes Sakai Passos (COREN-GO 022552), que assume também a responsabilidade pela biossegurança da clínica e organização de atendimentos, junto ao dentista especialista em dentística, Dr. Dirceu Alves Carvalho (CRO 10073 GO) responsável técnico pela clínica de atendimentos odontológicos.

O projeto pretende atingir oito comunidades maiores e oito comunidades menores que apresentam uma população estimada de 600 a 700 crianças e adolescentes entre zero e quinze anos de idade.

Os resultados alcançados pelo projeto encontram-se detalhados:

Período Novembro de 2011 a Novembro de 2015:

Número de ações realizadas: 27
Total de dias envolvidos entre saída e retorno ao local de residência: 124
Número de comunidades alcançadas: 20

Crianças e adolescentes (0 a 15 anos de idade) alcançadas:

Total de crianças e adolescentes cadastradas nas comunidades atendidas: 908
Crianças e adolescentes que passaram por uma ou mais ações de educação: 861
Crianças e adolescentes que receberam atendimento clínico: 745

Ações de prevenção e proteção à saúde bucal: (repetidas em algumas crianças)

AESB – Ação (em grupo) de Educação em Saúde Bucal: 32
OIE – Orientação Individual de Escovação: 1272
Kits (escova, creme dental e fio dental) distribuidos: 2851
ES – Escovação Supervisionada e Aplicação de Fluor: 1120

Procedimentos realizados:

Profilaxia: 1105
Restaurações (ART / RIV / RRC): 2264
Exodontia: 922
Outros tratamentos: 3

Pesquisa:

Mapeamento da dentição (CPOD ceod): 1181

Adultos atendidos:

Total de adultos atendidos: 115
Profilaxia: 10
Restaurações (ART / RIV / RRC): 147
Exodontia: 225
Outros tratamentos: 3

Total de procedimentos realizados em crianças, adolescentes e adultos: 4679

comunicacao

Projeto de Telecomunicação

Projeto de ComunicaçãoEm caso de emergência os moradores das comunidades ribeirinhas dos afluentes do rio Arapiuns usam a “rabeta” ou a “bajara” (pequenos barcos de madeira com motor estacionário) para descer o rio até encontrar no Arapiuns uma comunidade que tenha meios de comunicação.

Como solução provisória, dois telefones satélites foram doados ao projeto para serem colocados em comunidades estratégicas como forma de comunicação para o caso de emergência. Desde a recente disponibilização deste meio de comunicação, sete chamadas de emergência já foram feitas e os respectivos casos socorridos.

O projeto está em busca de outros meios acessíveis de comunicação.

Segurança Alimentar

Projeto de Segurança Alimentar e Conservação Ambiental

seguranca alimentarAs comunidades ribeirinhas do Alto Arapiuns possuem uma alimentação muito próxima das comunidades indígenas, cuja dieta básica é a farinha de mandioca, caça e pesca.

Para o plantio da mandioca os ribeirinhos utilizam o sistema tradicional da Amazônia de “corte e queima”, abrindo clareiras na floresta. A própria floresta tem a capacidade de recompor essa clareira quando tais comunidades são nômades e migram de tempos em tempos para outras áreas. Entretanto, a mudança na utilização das terras na Amazônia com a fixação e posse das terras por comunidades ribeirinhas, traz conseqüências ao sistema como o empobrecimento dos solos sem possibilidade de regeneração, e escassez de caça, o que, de fato, já é relatado pelos moradores destas comunidades. Adicionalmente a bacia do rio Arapiuns, devido a um problema de acidez característico de suas águas, não é rica em peixes.

Estas constatações sugerem um projeto para construir junto à comunidade, capacidade de adaptação às novas realidades do sistema agrícola que agreguem os conhecimentos tradicionais com novas técnicas de cultivo. Essa construção gerará um projeto de segurança alimentar que permita melhoria na qualidade dos solos, proporcione um aumento de produtividade dos roçados de mandioca assim como uma diversificação na produção, e diminua as áreas de desmatamento, trazendo bons resultados tanto na melhoria da saúde das pessoas como na saúde ambiental.

Em abril de 2013, a mestre em economia, Cristina Fachini, pesquisadora pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e o biólogo, Paulo Santana, especialista em projetos socioambientais, visitaram a comunidade de São Francisco do Aruã e passaram três dias conhecendo seus moradores, as técnicas de cultivo, os sistemas de produção, e as fontes de alimentação.

Em conversa com seus moradores, entre eles, a responsável pela merenda escolar, a agente comunitária de saúde, o presidente da associação comunitária, identificou-se que um projeto de segurança alimentar seria prioritário para fornecer outras fontes naturais e saudáveis de alimentos, gerar garantia de abastecimento e alternativas de geração de renda. Esse projeto estaria baseado no desenvolvimento compartilhado de sistemas de produção de alimentos que sejam adaptados e coerentes ao ambiente.